Exercitar o cérebro e o corpo são essenciais para proporcionar saúde e felicidade!

A população idosa brasileira tem crescido e, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017 já eram mais de 30 milhões de idosos, com previsão de chegar a quase 75 milhões em 2050, com expectativa de vida de 79,7 anos.

Junto com o crescimento populacional dos idosos aumentam as metodologias para oferecer mais qualidade de vida e bem-estar, com atividades que trabalham o cérebro e a capacidade motora. Para isso, é importante manter hábitos saudáveis, atividades corriqueiras, a prática de exercícios físicos e relações sociais sadias. A vida deve continuar ativa com o passar dos anos para que a vulnerabilidade natural da idade não se torne um empecilho.

Rotina x quarentena

Com a pandemia do novo coronavírus e a inclusão dos idosos no grupo de risco da doença, foi preciso alterar repentinamente a rotina, deixando muitas atividades de lado. E se o isolamento social fez com que a rotina fora de casa fosse paralisada, se tornou ainda mais desafiador criar novos costumes em prol da saúde.

Para os idosos com deficiência intelectual, essa nova realidade precisa ser vista com ainda mais atenção, para que as dinâmicas já inseridas continuem como ferramentas importantes na busca pela longevidade.

O Serviço Integrado de Reabilitação, Inclusão e Longevidade do Instituto Jô Clemente atende pessoas com deficiência intelectual que apresentam características ligadas ao envelhecimento e, durante esse período, tem trabalhado para que o impacto na saúde mental não desencadeie problemas relacionados a um grande estresse. “Ao considerarmos que as pessoas com deficiência intelectual normalmente seguem suas próprias rotinas e necessitam ser preparadas para mudanças, essas situações podem gerar situações como o aumento da violência verbal ou física, elevação nos níveis de ansiedade e depressão, maior busca por psicotrópicos, problemas com familiares e cuidadores, entre outras situações”, destaca Leila Castro, Especialista em envelhecimento e supervisora do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI) do Instituto Jô Clemente (antiga Apae de São Paulo).

Atividades em casa

Para a manter a mente ativa, exercitar a memória e cuidar da saúde dos músculos, é preciso se mexer! Atividades manuais como pintura e arte, dançar e cantar melhoram a autoestima, dão mais disposição e, sem que se perceba, trabalha o cérebro.