Você sabia que cozinhar também pode ser terapêutico? Pois, é!
Muito além de preparar alimentos, cozinhar pode ajudar no desenvolvimento, na autonomia e no bem-estar de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
As atividades na cozinha estimulam diferentes sentidos ao mesmo tempo, como texturas, aromas, cores, sons e sabores. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para muitas pessoas Autistas esse contato sensorial, quando feito com respeito ao tempo, aos interesses e às sensibilidades, pode ajudar na organização da rotina, na participação em atividades do dia a dia e no bem-estar.
Além disso, cozinhar pode ser uma forma leve, prática e afetiva de desenvolver habilidades importantes para o dia a dia.
Como cozinhar pode auxiliar pessoas com TEA?
As atividades culinárias podem usar situações do cotidiano para estimular o desenvolvimento de forma lúdica, prática e funcional.
Dependendo da proposta, da idade e do acompanhamento profissional, cozinhar pode ajudar no desenvolvimento de habilidades como:
- coordenação motora;
- atenção e foco;
- autonomia;
- organização;
- sequência de tarefas;
- comunicação;
- interação social;
- ampliação alimentar;
- confiança e autoestima.
Preparar receitas simples, por exemplo, pode ajudar a pessoa a compreender etapas, reconhecer ingredientes, participar de escolhas e fortalecer sua independência de maneira natural e acolhedora.
Cozinhar pode fortalecer vínculos
Cozinhar em família pode criar momentos de troca, participação e conexão.
Atividades, como misturar ingredientes, decorar um prato, escolher uma receita ou organizar os itens na mesa, podem gerar experiências positivas e ajudar a pessoa com TEA a participar mais das atividades realizadas por seus familiares.
É importante lembrar que cada pessoa Autista é única. Por isso, respeitar o tempo, as preferências e as sensibilidades sensoriais de cada uma faz toda a diferença para que esse momento seja prazeroso, seguro e significativo.
TEA, alimentação e experiências sensoriais
Para algumas pessoas com TEA, os alimentos podem representar desafios por causa de textura, cheiro, cor, temperatura ou sabor. Por isso, a aproximação precisa acontecer com orientação profissional, respeito e sem pressão.
Nesse tipo de vivência, o contato com os alimentos pode acontecer de diferentes formas: olhar, tocar, cheirar, misturar, cortar, montar ou provar, sempre respeitando os limites de cada pessoa.
Esse processo pode contribuir para a ampliação alimentar e para uma relação mais positiva com a comida.
Conheça a Cozinha Terapêutica do CNR do Instituto Jô Clemente (IJC)
No Centro de Neurodesenvolvimento e Reabilitação (CNR) do Instituto Jô Clemente (IJC), oferecemos atendimento especializado para pessoas com TEA e Deficiência Intelectual, com foco no desenvolvimento, na autonomia e na qualidade de vida das pessoas atendidas e de suas famílias.
Entre as terapias oferecidas pelo CNR está a Cozinha Terapêutica, um espaço em que a brincadeira vira aprendizado e desenvolvimento.
Com atividades lúdicas e acompanhamento de profissionais qualificados, as crianças exploram diferentes texturas, cheiros e sabores, participam do preparo de alimentos de verdade e desenvolvem habilidades importantes para a rotina.
Nossa equipe multidisciplinar atua de forma individualizada, considerando as características, necessidades e objetivos de cada pessoa. Afinal, nem toda experiência sensorial é confortável para todas as pessoas autistas, e respeitar isso faz parte do processo.
As atividades culinárias com acompanhamento especializado podem ser importantes aliadas no desenvolvimento de pessoas com TEA e Deficiência Intelectual.
Para saber mais sobre os atendimentos do CNR do Instituto Jô Clemente, entre em contato pelo telefone/WhatsApp: (11) 5080-7164.
