Envelhecer faz parte da vida. E viver mais também traz novas necessidades, aprendizados e possibilidades.
Quando falamos em longevidade de pessoas com Deficiência Intelectual, pessoas Autistas e pessoas com Doenças Raras, olhar apenas para a idade não é suficiente. Autonomia, participação nas atividades do dia a dia, mobilidade, convivência social e desenvolvimento de habilidades também fazem parte de um envelhecimento mais ativo e com qualidade de vida.
O Ministério da Saúde destaca que o envelhecimento deve ser observado de forma ampla, considerando não apenas possíveis doenças, mas também a funcionalidade, o contexto de vida e o suporte social. Isso significa que ter uma condição de saúde não representa, necessariamente, perder autonomia ou independência.
O que significa envelhecer com autonomia?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) relaciona o envelhecimento saudável à possibilidade de manter capacidades que permitam à pessoa continuar fazendo aquilo que é importante para sua vida.
Na prática, a autonomia durante o envelhecimento pode estar presente em atividades simples, mas muito importantes, como:
- organizar objetos e pertences;
- participar das tarefas de casa;
- preparar uma refeição;
- circular pela cidade;
- realizar atividades corporais;
- fazer escolhas;
- descobrir novos interesses;
- participar de momentos de convivência e lazer.
Ter autonomia não significa precisar fazer tudo sozinho. Significa criar oportunidades e oferecer o apoio necessário para que cada pessoa possa participar da própria rotina, fazer escolhas e desenvolver suas potencialidades de acordo com suas características e necessidades.
Como apoiar a longevidade de pessoas com Deficiência Intelectual, pessoas Autistas e pessoas com Doenças Raras?
Pensar em longevidade e envelhecimento saudável também significa se preparar para as mudanças que acontecem ao longo da vida.
No Centro de Neurodesenvolvimento e Reabilitação (CNR) do Instituto Jô Clemente (IJC), o serviço de Longevidade atende jovens, adultos e idosos com Deficiência Intelectual, pessoas Autistas e pessoas com Doenças Raras.
As atividades são planejadas para contribuir com a autonomia, mobilidade, participação social, funcionalidade, saúde e bem-estar. Conheça algumas das frentes desenvolvidas pelo serviço:
- Reabilitação funcional e atividades do dia a dia: as atividades buscam desenvolver e manter habilidades importantes para a rotina. Organizar objetos, realizar tarefas em casa e participar das atividades cotidianas são exemplos de experiências que podem ampliar a participação e a independência da pessoa no dia a dia.
- Estimulação sensorial: o serviço também promove experiências que envolvem diferentes sentidos e ajudam na interação da pessoa com objetos, ambientes e situações presentes em sua rotina. As atividades são realizadas de acordo com as características e necessidades de cada pessoa atendida.
- Convivência e participação social: manter vínculos, conviver com outras pessoas, participar de grupos, descobrir novos interesses e continuar aprendendo também são importantes ao longo do envelhecimento. Por isso, são desenvolvidas atividades que estimulam a participação social, a convivência e o bem-estar emocional.
- Movimento, equilíbrio e habilidades corporais: a autonomia também passa pelo corpo. Movimento, equilíbrio, coordenação e outras habilidades corporais fazem parte das atividades desenvolvidas, sempre respeitando as necessidades e possibilidades de cada pessoa.
- Casa da Inclusão e da Longevidade: espaço que reproduz ambientes encontrados em uma casa. O local conta com sala, quarto, cozinha, lavanderia e banheiro, além de móveis e eletrodomésticos. Nesse ambiente, as pessoas atendidas podem praticar atividades da vida diária, como organizar a casa, utilizar diferentes objetos e realizar tarefas da rotina. A proposta é desenvolver habilidades que também possam ser utilizadas fora do IJC, contribuindo para uma rotina mais segura, participativa e independente.
- Mobilidade urbana também faz parte da autonomia: pegar um ônibus, reconhecer situações do trânsito, planejar um trajeto ou saber como agir durante um deslocamento envolve diferentes habilidades. E conseguir circular pela cidade pode representar mais possibilidades de participação social e autonomia.
O projeto Caminho Seguro, realizado em parceria com a Fundação Alstom, utiliza a Realidade Virtual para apoiar pessoas com Deficiência Intelectual, pessoas Autistas e pessoas idosas a ter mais autonomia e mobilidade urbana.
As experiências permitem praticar diferentes situações em um ambiente preparado antes de vivenciá-las no cotidiano.
Por que pensar em longevidade antes da velhice?
O envelhecimento não começa quando uma pessoa completa determinada idade. Ele faz parte de toda a trajetória de vida.
Por isso, estimular habilidades, autonomia, mobilidade e participação social ao longo dos anos pode ampliar os recursos que cada pessoa terá para lidar com as mudanças que surgem com o passar do tempo.
Quanto mais oportunidades uma pessoa tem para participar, aprender, fazer escolhas e desenvolver habilidades, maiores são as possibilidades de construir uma rotina mais ativa e independente ao longo da vida.
O serviço de Longevidade do Centro de Neurodesenvolvimento e Reabilitação (CNR) do Instituto Jô Clemente desenvolve atividades voltadas à autonomia, mobilidade, habilidades funcionais, participação social e bem-estar.
A proposta é acompanhar cada pessoa considerando sua história, suas necessidades, suas potencialidades e o que é importante para sua vida.
Quer conhecer o serviço de Longevidade do IJC ou saber como funciona o atendimento?
📱 Entre em contato pelo Telefone/WhatsApp: (11) 5080-7164 e fale com a equipe do CNR.
